Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Casa do Concelho de Cinfães



A Casa do Concelho de Cinfães foi criada com o intuito de permitir a confraternização e promoção da cultura de Cinfães a todos os Cinfanenses que residem na Capital, desenvolvendo inúmeras actividades que organiza todos os anos.

A Casa do Concelho de Cinfães foi fundada em 30 de Maio de 1997 por uma comissão instaladora, que contribuindo com o seu trabalho e alguns recursos monetários conseguiu voltar a dar vida ao antigo "Cinfanense" e transformá-lo numa associação legal com estatutos e objectivos definidos, construindo um verdadeiro local de encontro com a cultura do Concelho de Cinfães.

O seu principal objectivo é fomentar a Cultura da sua terra e proporcionar aos seus sócios actividades de Lazer e o Reencontro com todos os cidadãos naturais da sua zona que residem em Lisboa.

Actualmente a associação é composta por mais de 500 sócios, naturais de Cinfães e arredores ou seus descendentes. A Associação mantém um Rancho Folclórico que procura recriar as modas e cantares de todo o Concelho, tem uma equipa de Futebol e promove a prática do Atletismo, do Tenis de Mesa e de Jogos Tradicionais, participando ainda em provas de outras entidades ou realizando os seus próprios torneios. Também participa nas Festas e Jogos de Lisboa.

Todos os anos participa nas Marchas Infantis de Lisboa, onde conta com a participação das crianças e organiza, também a pensar nas crianças, uma Festa de Natal onde apresenta um espectaculo para os mais jovens, um lanche e a visita do "Pai Natal" trazendo ofertas.

As festas que mais se destacam dentro dos convivios são "O Magusto tradicional", onde se pode contar com as tradicionais castanhas e a água-pe, e a festa da "Matança do Porco" que é cortado e confeccionado no recinto e onde se pode contar com muita animação.

Podem visitar o site da Associação clicando aqui.

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Hino de Cinfães

Terra de CINFÃES, és tão velhinha
és tão linda, que não tens rival
Das demais tu és Rainha
És a mais linda de Portugal

Cravos que plantei na Primavera,
Juventude alegre e descuidada
Ó CINFÃES, Ó minha terra
Tu serás sempre a minha amada

CINFÃES, terra de magia,
Onde a alegria tem o seu lar
No Douro tens a primazia
Sem fantasia, pois não tens par!

Tuas casas tão velhinhas,
Todas branquinhas, são de encantar
Nos beirais, há andorinhas,
Que às tardinhas vêm repousar.

Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Portas de Montemuro



As ruínas da Muralha das Portas de Montemuro, em Parada de Ester (Castro Daire) é um sítio arqueológico considerado como Imóvel de Interesse Público.

No século XIII era já referido nas Inquirições de 1258. A estação arqueológica é partilhada por dois concelhos vizinhos: Castro Daire e Cinfães. Segundo alguns autores, o sítio atesta os escassos vestígios de um povoado fortificado da Idade do Ferro, que se pode considerar como fazendo parte da cultura castreja. O "castro" terá, depois, sido reutilizado pelos romanos e durante a Reconquista, por D. Afonso Henriques (note-se que alguns terrenos circundantes terão pertencido a Egas Moniz).

O termo Portas terá surgido oficialmente, pela primeira vez, no foral da vila de Bustelo, concedido no século XIII, sendo também designado como Muro das Portas ou, simplesmente Muro, pelos caçadores e pastores que passam pelo local e referir-se-á, talvez, à passagem de rebanhos transumantes da Serra da Estrela.

Existe uma capela perto do local, numa atitude típica de adopção pela religião cristã dos locais sagrados ou supostamente sagrados da época pagã.

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Paisagens de Cinfães


Vista parcial da Vila de Cinfães



Capela de S. Pedro



Portas de Montemuro



Ilha do Outeiro

Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

Monumentos de Cinfães


Igreja Românica de Tarouquela


Na zona de Cinfães podem-se encontrar variados monumentos de interesse histórico:

- Igreja Românica de Tarouquela (séc. XII)

- Igreja de S. Miguel de Escamarão; templo de características românicas

- Igreja Matriz de Cinfães, de raiz medieval, construída no séc.XVIII

- Igreja Paroquial de S. Cristovão de Nogueira, monumento de características românicas

- Ruínas das Portas do Montemuro, construção proto-histórica de defesa militar. Hoje, restam simples vestígios desta grandiosa obra.

- Pelourinho de Cinfães

- Penedo da Chieira, penedo de granito com motivos insculturados e esculturados

- Aldeia de Boassas, considerada a segunda aldeia mais portuguesa

- Barragem e albufeira de Carrapatelo no Douro

- Forca, na Vila de Cinfães

Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Enquadramento histórico e local

Cinfães é terra muito antiga. Os vestígios de povoamento por culturas antigas e pré-históricas são imenso e o próprio vale do Bestança, é também disso um bom exemplo. Ai existem alguns importantes monumentos megalíticos, como o Menir de Tendais e as Mamoas de Chão de Brinco, em S. Pedro do Campo, mas também notáveis vestígios de povoações castrejas como o Castro de Aldeia (conhecido também como Castro Cio, Monte das Corôas); o Castelo de Tendais; o Castro das Portas de Montemuro; o de Paradela; etc...

Todo o concelho se encontra, aliás, repleto de monumentos arqueológicos dignos de interesse, como se pode ver no seu recente Roteiro Arqueológico.

A romanização também se fez sentir de forma bem vincada em Cinfães e até os próprios castros já citados acabaram por ser "romanizados". Algumas estradas romanas cruzaram o território cinfanense, pois que na documentação medieval alguns caminhos surgem designados como "carreirum antiquum" ou então por "carril veterem".

Estas estradas, partiam do Douro para o interior e foram construídas ao longo dos vales dos principais rios de Cinfães - Paiva; Bestança; Sampaio e Cabrum. Para além das estradas romanas outros vestígios da mesma época têm aparecido um pouco por todo o concelho de Cinfães, como é o caso de uma estrutura habitacional em Passos (Tarouquela); Chieira (Cinfães); Paradela/Sequeiro Longo (Cinfães), para além de vários achados avulsos, como estelas funerárias; epígrafes; fustes e colunas; moedas; fragmentos cerâmicos; etc...

A presença árabe encontra-se aliás bem assinalada, sobretudo por uma toponímia expressiva, em aldeias como Boassas; Saímes (...). No entanto também outros vestígios poderemos ver dessa época, nomeadamente: lagares escavados na rocha na Chamusca e no Tapado; uma azenha datada de 1072 em Boassas; os azulejos "mudéjares" da Igreja de Escamarão; etc.(...)

O período medieval a que corresponde a arte românica e em que as terras do actual concelho de Cinfães tiveram grande preponderância, (o próprio rei D. Afonso Henriques foi criado em Cresconhe), é exaltado, sobretudo através de monumentos classificados como a Igreja de Tarouquela, a Igreja de S. Cristóvão de Nogueira e a já mencionada Igreja de Escamarão, mas também em pequenas construções menos conhecidas, como a "Casa do Cubo" em Boassas e a pequena "Ermida do Douro" em Oliveira.

Mas toda a história se encontra bem documentada em monumentos de cada época em Cinfães, (...) no portão armoriado da Quinta da Fervença em pleno centro da vila, do século XVIII, com brasão esquartelado dos Vasconcelos, Gaios, Melos e Pereiras, na profusão de capelas e de casas e quintas brasonadas (...).

Toda esta riqueza patrimonial é ainda complementada em Cinfães pela exuberância das manifestações populares nas suas mais variadas vertentes - arquitectura; artesanato; tradições; etnografia; gastronomia; etc. - e por uma paisagem não menos esplendorosa.